sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pernambuco é 12º em ranking de competitividade



Pernambuco é o segundo estado mais competitivo do Nordeste, atrás da Bahia. No país, fica na 12ª colocação, com nota de 40,8 numa escala de 0 a 100. São Paulo, o mais competitivo, tem nota 77,1, seguido por Rio de Janeiro (71,8) e Minas Gerais (62,3). É o que mostra o Ranking de competitividade dos estados brasileiros, divulgado ontem. O levantamento, que está em sua segunda edição, é realizado pelo grupo inglês The Economist Intelligence Unit com apoio do Centro de Liderança Pública.
O ranking é construído a partir de 26 indicadores divididos em oito categorias: ambiente político; ambiente econômico; regime tributário e regulatório; políticas para investimentos estrangeiros; recursos humanos; infraestrutura; inovação; e sustentabilidade. O objetivo é avaliar o ambiente de negócios e a competitividade dos 26 estados e do Distrito Federal
De modo geral, o levantamento revela que houve uma melhora, entre 2011 e 2012, nos serviços de telecomunicações e no quesito sustentabilidade no Brasil, mas os desafios para superar os pesados encargos administrativos, processos burocráticos, infraestrutura deficitária e problemas na educação continuam.
“O ranking não diz o que deve ser feito para melhorar a competitividade, mas dá uma radiografia da situação. Cabe aos estados decidir onde investir e o que priorizar para melhorar nos próximos anos”, diz Luiz Felipe D’Ávila, presidente do Centro de Liderança Pública.
No caso de Pernambuco, entre 2011 e 2012, o estado melhorou em duas das oito categorias: inovação (de 30,0 para 35,0) e sustentabilidade (de 81,3 para 87,5). Piorou em outras duas: ambiente político (de 58,3 para 43,8) e ambiente econômico (de 50,0 para 31,3). E manteve a posição em quatro: regime tributário e regulatório (12,5), políticas para investimentos estrangeiros (70,8), recursos humanos (33,3) e infraestrutura (12,5). A nota geral caiu de 43,6 para 40,8, diante de uma média nacional de 41,5.
As duas categorias onde Pernambuco registra a pior performance são regime tributário e regulatório (12,5) e infraestrutura (12,5). A consistência do sistema tributário estadual recebeu nota zero, assim como a qualidade da malha rodoviária (no geral, 19 estados apresentaram qualidade baixa ou muito baixa quanto às rodovias).

Lado bom
As duas categorias onde Pernambuco melhor pontua são sustentabilidade (87,5) e ambiente político (43,8). A regulação e qualidade da legislação sobre meio ambiente receberam nota 100. A estabilidade política também recebeu nota 100, embora as condições de segurança sejam péssimas (nota zero). “Pernambuco tem uma taxa média de 34 homicídios por 100 habitantes, contra 31 no Brasil, enquanto a média mundial é de 6,9. Isso é uma epidemia que afugenta investidores”, diz D’Ávila.
O executivo reconhece que diversos indicadores estão melhorando no estado e que isso deve aparecer com mais clareza nos próximos levantamentos. A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, mas ninguém foi localizado para comentar o assunto.
Fonte: PE Desenvolvimento