quarta-feira, 20 de março de 2013

Pernambuco terá um Parque Tecnológico de Biotecnologia e Farmacoquímico



O projeto seria apenas de um centro de qualificação tecnológica, mas foi ampliado e a unidade de educação técnica será a primeira etapa de uma grande e gradativa implantação, que deve movimentar R$ 40 milhões nos próximos seis anos. Áreas para atração de empresas de inovação no setor, encubadora, laboratórios de alta performance tecnológica e em segurança, entre outras atividades, serão integradas no parque, que terá área que pode chegar a dez hectares. A primeira etapa, por sinal, já tem verba de R$ 6 milhões aprovada através de convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FDNE), do Governo Federal, para oferecer serviços de demandas de mão de obra do Polo Farmacoquímico de Pernambuco, em Goiana.
Apesar de o polo de fármacos estar na Zona da Mata Norte, três terrenos da Região Metropolitana do Recife (RMR) são potenciais para receber o projeto, sob gestão da Secretaria de Ciência Tecnologia do Estado e convênios com Instituto Tecnológico de Pernambuco e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As cidades, porém, não po­dem ser divulgadas porque o anúncio pode atrapalhar as negociações.
De acordo com o secretário Marcelino Granja, a licitação para construção do centro será publicada em breve, quando for finalizado o projeto executivo, contemplando a área exata. “Enquanto se constrói o centro, serão feitos os estudos para desenvolver a concepção e o plano estratégico de crescimento do parque. Esses levantamentos serão feitos pelo Itep, já alinhado mediante contrato de gestão, ao custo de R$ 2 milhões. A implantação da grande estrutura, pela experiência com o Porto Digital, deve demandar aportes de R$ 8 milhões anuais, por quatro anos. A priori, o montante será de orçamento do Estado, mas como é de natureza desses tipos de políticas, vamos buscar nos apropriar de fundos federais de apoio aos setores industriais e de tecnologia”, destacou o secretário de Meio Ambiente.
Segundo o presidente do Itep, Frederico Montenegro, os estudos contemplam a sustentabilidade do projeto e um plano diretor, que deve incorporar todo o processo de evolução do parque. “Definindo a área, a edificação deve durar um ano, com início imediato da elaboração do plano diretor. Esse plano é o que inclui a distribuição de unidades no espaço do parque, que empresas serão as âncoras do complexo industrial e a busca por inovação. A operação, de fato, da primeira etapa, começará em dois anos”, detalhou.
Fonte: Folha PE