sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Executivos de empresas eólicas da Dinamarca vêm em missão para Suape

Foto: Daniela Nader/Divulgação

O Complexo Industrial Portuário de Suape está atraindo a atenção de um país tradicional no ramo da energia eólica: a Dinamarca. Nesta quarta-feira (28/8), o vice-presidente do Complexo, Caio Ramos, recebeu executivos de cinco empresas dinamarquesas que vieram em missão a Pernambuco, buscando oportunidades de negócios no Polo Eólico de Suape. Atualmente, funcionam no Complexo duas fábricas que produzem equipamentos para a cadeia eólica, a Impsa e a Gestamp. Outros dois empreendimentos, a LM Wind Power e a Iraeta, estão se instalando no local. Juntas, as quatro indústrias somam investimentos de R$ 351 milhões e empregam 1.128 profissionais, devendo ultrapassar 2,7 mil postos de trabalho nos próximos anos. Os executivos ficam no Estado até esta quinta-feira (29/8).
A missão foi organizada pelo Danish Wind Energy Group, a associação das empresas dinamarquesas de energia eólica. Estiveram em Suape o chief executive officer (CEO) da Bach Composite Industry, Geert Winther Skovsgaard, uma empresa produtora de componentes para turbina eólica; o gerente de negócios da Beckhoff Automation, Andreas Franke, indústria que desenvolve e comercializa sistemas de tecnologia em automação e está presente em mais de 70 países;  o diretor da FT Technologies, Brian Vejlgaard Pedersen, que é a principal fabricante mundial de sensores ultrassônicos de vento para controle de turbinas eólicas; e o CEO da Jupiter Composites, Claus Sejersen, uma das líderes mundiais na manufatura de componentes para a indústria de energia eólica, com fábricas nos Estados Unidos, na China e na Europa.
Além desses executivos, integra o grupo o CEO da Resolux, Ole Teglgaard. Esta empresa fornece peças internas para as torres eólicas, atuante nos mercados da China, da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Brasil. Recentemente, a Resolux abriu um escritório no País para estudar o mercado nacional. Representantes da Resolux já haviam mostrado interesse pelo estado de Pernambuco na Conferência Europeia sobre a Energia Eólica, realizada em fevereiro deste ano em Viena, na Áustria, e da qual Suape participou junto com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper). Foi a pedido da Resolux que o Danish Wind Energy Group organizou esta missão ao Complexo.
O interesse das empresas internacionais pelo Complexo Industrial Portuário de Suape mostra o quanto o setor eólico está crescendo no País e demandando novos projetos. Setenta e oito por cento de todos os empreendimentos brasileiros no setor eólico estão localizados no Nordeste, sobretudo nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Bahia. E o estado de Pernambuco abriga em Suape as empresas que produzem os componentes das torres eólicas.
A primeira fábrica do segmento de peças eólicas a se instalar em Suape foi a argentina Impsa, em 2008. Com investimento de R$ 60 milhões, a fábrica produz 500 aerogeradores por ano. Em 2010, a espanhola Gestamp inaugurou a sua planta com capacidade produtiva de 500 torres eólicas por ano. Os investimentos do grupo chegam a R$ 120 milhões. Este ano, o Polo Eólico de Suape ganhará mais uma indústria: a dinamarquesa LM Wind Power, que deve entrar em operação ainda em outubro, produzindo pás eólicas. O investimento neste projeto chega a R$ 100 milhões. Completando a cadeia eólica, a empresa espanhola Iraeta está com projeto em andamento para iniciar as obras da fábrica de flanges (um dos componentes das torres eólicas), com recursos da ordem de R$ 71 milhões.
A coordenadora de Novos Negócios de Suape, Luiza Villela, acredita que o Complexo tem se tornado um destino atrativo para as indústrias do setor eólico devido à localização, à infraestrutura portuária e industrial e à equipe capacitada da empresa para dar suporte durante o processo de instalação das fábricas.
“Além disso, o trabalho de captação destes empreendimentos é uma prioridade do Governo de Pernambuco, tanto que, nos últimos anos, temos agido fortemente para atraí-los, participando de feiras nacionais e internacionais. E já estamos vendo o retorno disso, quando recebemos visita de empresas com as quais conversamos há um ou dois anos. Temos sido muito procurados por empresas espanholas, dinamarquesas e até chinesas, que estão começando a descobrir que o Brasil vai além do Sudeste quando falamos de negócios”, comentou Caio Ramos.
Fonte: Suape