quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Suape discute tendências para o setor eólico na Brazil Windpower 2013


Foto: Paula Lourenço | Ascom Suape

O Complexo Industrial Portuário de Suape é o endereço da cadeia eólica que se consolida em Pernambuco e, pela segunda vez, participa como expositor da Brazil Wind Power. O evento acontecerá de 3 a 5 de setembro, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro, e apresentará as últimas políticas, desenvolvimento tecnológico e estratégias empresariais de energia eólica no país e na América Latina.
Atualmente funcionam no Complexo duas fábricas que produzem equipamentos para a cadeia eólica, a Impsa e a Gestamp. Outros dois empreendimentos, a LM Wind Power e a Iraeta, estão se instalando no local. Juntas, as quatro indústrias somam investimentos de R$ 351 milhões e empregam 1.128 profissionais, devendo ultrapassar 2,7 mil postos de trabalho nos próximos anos.
No encontro, o Estado buscará se consolidar internacionalmente como um polo de investimento no setor, atraindo uma cadeia produtiva que dê suporte aos empreendimentos que constituem o setor eólico. O estande de Suape terá 54 m² e ficará localizado no primeiro pavimento.
Setenta e oito por cento de todos os empreendimentos brasileiros no setor eólico estão localizados no Nordeste, sobretudo nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Bahia. E o estado de Pernambuco abriga em Suape as empresas que produzem os componentes das torres eólicas.
A primeira fábrica do segmento de peças eólicas a se instalar em Suape foi a argentina Impsa, em 2008. Com investimento de R$ 60 milhões, a fábrica produz 500 aerogeradores por ano. Em 2010, a espanhola Gestamp inaugurou a sua planta com capacidade produtiva de 500 torres eólicas por ano. Os investimentos do grupo chegam a R$ 120 milhões. Este ano, o Polo Eólico de Suape ganhará mais uma indústria: a dinamarquesa LM Wind Power, que deve entrar em operação ainda em outubro, produzindo pás eólicas. O investimento neste projeto chega a R$ 100 milhões. Completando a cadeia eólica, a empresa espanhola Iraeta está com projeto em andamento para iniciar as obras da fábrica de flanges (um dos componentes das torres eólicas), com recursos da ordem de R$ 71 milhões.
A localização central em relação às áreas com grande potencial eólico, como Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará, a infraestrutura de transporte e o suporte governamental específico para o setor, fazem de Pernambuco um local estratégico para a consolidação dessa cadeia. 
Suape, por sua vez, possui características operacionais que viabilizam a movimentação das peças utilizadas nesse setor. Os berços de atracação são protegidos por arrecifes naturais, resultando em águas tranquilas, e as condições climáticas são amenas, permitindo operações 24 horas por dia, durante o ano inteiro. O sistema viário do Complexo foi projetado para o transporte de peças de grandes dimensões, sem interferências urbanas, sem aglomerações e que dispensa licenças especiais no trajeto entre o Porto e as fábricas. 
Fonte: SUAPE