domingo, 27 de outubro de 2013

Petrobras incorpora oficialmente a Refinaria Abreu e Lima, em Suape.


A Petrobras informou, nesta sexta-feira (25), que seu conselho de administração aprovou a proposta de incorporar à companhia a Refinaria Abreu e Lima S.A - Rnest, em obras no Complexo Industrial Portuário de Suape, como empresa subsidiária integral. “A incorporação será submetida ao exame e deliberação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária da Petrobras a ser convocada oportunamente”, declarou, em nota.
No mesmo informe, a estatal declarou que a Rnest foi constituída, entre outras razões, para “facilitar possíveis parcerias com investidores interessados na atividade de refino no Brasil” e, ainda, que as negociações que vinham caminhando não foram bem sucedidas. Nesse ponto do texto, a Petrobras se refere ao fim da espera pela concretização da sociedade com a Petróleo da Venezuela S.A. (PDVSA), que desde 2005 era declarada parceira do negócio.
Para a Petrobras, a incorporação da refinaria irá melhorar a execução das obras de construção em andamento e “facilitará a coordenação de atividades de refino e distribuição de derivados produzidos pelo conjunto das refinarias da Petrobras”. De acordo com o último cronograma da empresa, a operação da Rnest - com o primeiro trem de refino, com capacidade de processamento de 115 mil barris de petróleo por dia - começa em novembro de 2014. Já a segunda etapa, com igual capacidade, está prevista para maio do ano seguinte. Atualmente, a obra está 80% concluída.
A estatal também explicou que se trata de uma incorporação de subsidiária integral e que, por isso, “não haverá aumento de capital social da Petrobras, nem a emissão de novas ações”. Além disso, as ações do capital social da Abreu e Lima serão extintas.
A parceria com a Venezuela foi um projeto anunciado entre os então presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez. A pedra fundamental da obra foi lançada com festa em 2010, com estimativa inicial de gerar 90 mil empregos. No início de 2012, quando Maria das Graças Foster, assumiu a presidência da Petrobras, a obra foi suspensa e perdeu ainda mais força depois da morte de Chávez. Na época, Graça disse que a refinaria era um exemplo a não ser repetido por ser caro. Com custos iniciais previstos em US$ 2 bilhões, hoje a refinaria está estimada em R$ 35,8 bilhões, segundo o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Fonte: Folha PE